Uma nova esperança no tratamento do vitiligo: o que mostra o estudo Viti-Up?

Dr. Celso Lopes • 16 de agosto de 2026

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Um novo estudo abre uma nova possibilidade no tratamento do vitiligo. 


O tratamento do vitiligo está passando por uma importante transformação. Um novo estudo de fase 3, chamado Viti-Up, avaliou o upadacitinibe, um medicamento oral que atua sobre uma via importante da inflamação, a JAK1.


Os resultados são interessantes: após 48 semanas de tratamento, o medicamento apresentou melhora  da repigmentação tanto no corpo quanto no rosto, quando comparado ao placebo. (AbbVie News Center⁠).


Por que isso é importante?


O vitiligo é uma doença autoimune. O sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento. O bloqueio seletivo da via JAK1 pode ajudar a interromper parte dessa resposta imunológica, favorecendo a recuperação da pigmentação.


O estudo Viti-Up incluiu adultos e adolescentes a partir de 12 anos com vitiligo não segmentar. A resposta foi avaliada por métodos específicos, como o T-VASI, para o corpo, e o F-VASI, para o rosto.


⚠️ Mas atenção: não significa que seja uma “cura” do vitiligo.


O upadacitinibe é um medicamento que atua no sistema imunológico e pode apresentar efeitos adversos importantes. Por isso, seu uso exige avaliação médica, seleção adequada dos pacientes e acompanhamento durante o tratamento.


Além disso, os resultados dos estudos clínicos não significam que todos os pacientes terão o mesmo grau de repigmentação. O tempo de doença, atividade do vitiligo, localização das manchas e características individuais podem influenciar a resposta.


O futuro do tratamento


Os resultados do Viti-Up representam mais um passo importante na evolução do tratamento do vitiligo e mostram o potencial dos medicamentos que atuam especificamente nas vias imunológicas envolvidas na doença.


Recentemente, em julho de 2026, o upadacitinibe recebeu aprovação da Comissão Europeia para adultos e adolescentes com 12 anos ou mais com vitiligo não segmentar que sejam candidatos a tratamento sistêmico. (AbbVie News Center⁠)


Ainda é fundamental acompanhar a experiência de longo prazo e as recomendações das autoridades regulatórias de cada país.


Esse medicamento ainda não está disponível no Brasil.


O futuro do tratamento do vitiligo está cada vez mais direcionado para terapias que não apenas tratam a mancha, mas procuram controlar os mecanismos imunológicos responsáveis pela doença.


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