Uma nova esperança no tratamento do vitiligo: o que mostra o estudo Viti-Up?
Um novo estudo abre uma nova possibilidade no tratamento do vitiligo.
O tratamento do vitiligo está passando por uma importante transformação. Um novo estudo de fase 3, chamado Viti-Up, avaliou o upadacitinibe, um medicamento oral que atua sobre uma via importante da inflamação, a JAK1.
Os resultados são interessantes: após 48 semanas de tratamento, o medicamento apresentou melhora da repigmentação tanto no corpo quanto no rosto, quando comparado ao placebo. (AbbVie News Center).
Por que isso é importante?
O vitiligo é uma doença autoimune. O sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento. O bloqueio seletivo da via JAK1 pode ajudar a interromper parte dessa resposta imunológica, favorecendo a recuperação da pigmentação.
O estudo Viti-Up incluiu adultos e adolescentes a partir de 12 anos com vitiligo não segmentar. A resposta foi avaliada por métodos específicos, como o T-VASI, para o corpo, e o F-VASI, para o rosto.
⚠️ Mas atenção: não significa que seja uma “cura” do vitiligo.
O upadacitinibe é um medicamento que atua no sistema imunológico e pode apresentar efeitos adversos importantes. Por isso, seu uso exige avaliação médica, seleção adequada dos pacientes e acompanhamento durante o tratamento.
Além disso, os resultados dos estudos clínicos não significam que todos os pacientes terão o mesmo grau de repigmentação. O tempo de doença, atividade do vitiligo, localização das manchas e características individuais podem influenciar a resposta.
O futuro do tratamento
Os resultados do Viti-Up representam mais um passo importante na evolução do tratamento do vitiligo e mostram o potencial dos medicamentos que atuam especificamente nas vias imunológicas envolvidas na doença.
Recentemente, em julho de 2026, o upadacitinibe recebeu aprovação da Comissão Europeia para adultos e adolescentes com 12 anos ou mais com vitiligo não segmentar que sejam candidatos a tratamento sistêmico. (AbbVie News Center)
Ainda é fundamental acompanhar a experiência de longo prazo e as recomendações das autoridades regulatórias de cada país.
Esse medicamento ainda não está disponível no Brasil.
O futuro do tratamento do vitiligo está cada vez mais direcionado para terapias que não apenas tratam a mancha, mas procuram controlar os mecanismos imunológicos responsáveis pela doença.





