Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
O vitiligo é genético?
Vários estudos sugerem uma susceptibilidade ou predisposição genética, porém em menos de 25% dos casos encontramos história familiar entre pessoas com vitiligo. Vários genes foram relacionados ao vitiligo porém geralmente é necessário algum fator desencadeante para a doença e, por isso, é considerada uma doença multifatorial. Esses fatores ou gatilhos podem variar em cada pessoa e devem ser investigados.
O vitiligo pode ser contagioso?
Não, o vitiligo não é uma doença contagiosa.
É verdade que estresse causa vitiligo?
Estudos sugerem que o estresse pode ser um fator desencadeante em pessoas com predisposição ao vitiligo, porém outros fatores geralmente estão associados.
Existem outras doenças relacionadas ao vitiligo?
O vitiligo não causa ou leva à nenhuma outra doença. Porém algumas outras doenças autoimunes podem estar associadas ao vitiligo, como doenças da glândula tireóide.
Quem tem vitiligo tem mais chance de ter câncer de pele?
Esse assunto tem sido muito estudado mas especialistas têm evidenciado que não existe risco maior quando comparado à população sem vitiligo. No entanto, de uma forma geral, a proteção solar adequada é sempre recomendada.
Existe algum alimento que a pessoa com vitiligo deve evitar?
Não. Ainda não temos evidências que as pessoas com vitiligo precisam evitar algum alimento em especial.
Quando o vitiligo afeta a área genital pode ser contagioso ou comprometer a função sexual?
Não. O vitiligo não é contagioso, não necessitando portanto de nenhuma proteção especial. Não existe também nenhuma razão para o vitiligo comprometer a função sexual, exceto por fatores psíquicos.
Existe algum alimento que pode ajudar no controle do vitiligo?
Ainda não existe nenhum estudo que fundamente essa questão. Porém uma dieta saudável, equilibrada, rica em fibras, frutas, vegetais e legumes pode ser benéfica para o bom funcionamento do organismo como um todo.
Vitiligo tem cura?
O vitiligo é uma doença que tem tratamento com o objetivo de controle da progressão da doença e repigmentação e que depende de cada caso individualmente.
Perguntas Frequentes
O que é uma doença autoimune?
Condição em que o sistema imune reage contra o próprio organismo através da produção de autoanticorpos.
Doença autoimune, ao contrário do que muita gente acredita, não significa deficiência imunitária e sim uma resposta exacerbada direcionada às células ou um órgão específico.
No caso do vitiligo o sistema imune reconhece os próprios melanócitos como células estranhas e as atacam, levando a sua destruição.
Por que as pessoas com vitiligo necessitam cuidados especiais em relação ao sol?
Porque a melanina ajuda a proteger a pele bloqueando os raios solares.
Como as manchas de vitiligo têm falta de melanina o sol pode causar danos à pele como queimaduras graves, necessitando proteção solar adequada.
O sol porém pode, por indicação médica, ser usado no tratamento do vitiligo, inclusive para aumentar a síntese de vitamina D.
Vitiligo na Infância
É comum o vitiligo em crianças?
É muito comum o vitiligo iniciar-se na infância. Em aproximadamente 25% dos casos, os primeiros sinais de despigmentação aparecem antes dos 10 anos de idade e, em cerca de 50% dos casos, antes dos 20 anos.
As manchas de vitiligo nas crianças podem surgir em qualquer região do corpo, predominando em áreas de trauma, como mãos, pés, cotovelos, joelhos e face. Geralmente começam como manchas brancas, e o diagnóstico pode ser difícil no início da doença, sendo frequentemente confundido com manchas congênitas, que nem sempre são diagnosticadas ao nascimento, ou com outras doenças de pele comuns na infância.
Em alguns casos, podem ser necessários exames com lâmpadas especiais ou o acompanhamento da evolução do quadro clínico para que o diagnóstico seja feito com precisão.
O tratamento do vitiligo em crianças requer uma avaliação que vai além dos aspectos clínicos da doença, considerando também as implicações comportamentais. Uma criança com manchas visíveis na pele necessita de cuidados especiais.
É importante realizar uma abordagem mais aprofundada para identificar possíveis fatores desencadeantes, já que frequentemente encontramos desajustes familiares ou outros aspectos psíquicos e comportamentais envolvidos. É comum o surgimento da doença após perdas em diferentes esferas da vida da criança, como separação dos pais, falecimento de um familiar ou pessoa próxima, mudança de residência ou de escola, entre outras situações.
Dependendo da avaliação individual de cada caso, pode ser necessário um suporte psicológico, uma vez que a doença pode causar um impacto profundo na imagem corporal das crianças afetadas.
Em relação ao tratamento clínico, houve uma evolução significativa. Atualmente, dispomos de equipamentos de fototerapia e medicamentos que proporcionam mais segurança e eficácia no controle da doença e na repigmentação das manchas durante a infância.
É importante ressaltar que, quanto mais precocemente o tratamento for iniciado, maiores serão as chances de sucesso.


